Guarapuava, 19 de janeiro de 2020
Conteúdo inválido
#curta!

Há 40 anos, Rita Felchak e suas produções já tinham notoriedade no teatro. Com personagens, figurinos e múltiplas facetas nas diversas peças teatrais, a artista vem ganhando corações desde 1994, ano em que se consolidou como companhia teatral em Guarapuava

-

Atuar sendo mil pessoas em uma só: talvez essa seja a maior satisfação daqueles que fazem teatro, contam histórias e encenam. Fazendo rir ou chorar, os artistas conquistam o público, inserindo-o em diversos universos.

Com Rita Felchak não foi diferente. Junto da irmã Dody, viu no teatro muito mais do que paixão, mas também uma oportunidade de ganhar novos espaços valorizando a arte, atuando desde 1994 em Guarapuava. 

“Eu comecei nos anos de 1980, já vai fazer 40 anos que estou nesta minha carreira. Já fiz muitas coisas, viajamos muito, mas a gente acha que formou uma plateia, formou uma opinião crítica. A gente também teve essa importância cultural que Guarapuava hoje está vivendo. Assim como muitas outras categorias, a dança, a música, o teatro também tem esta grande importância de formar uma consciência”, destaca Rita.

Filhas de costureira, era a mãe de Rita e da irmã que tecia alguns dos figurinos que a equipe subia aos palcos. Hoje, a atividade se estende entre as gerações. “Eu tenho, além da minha irmã Dody, meus filhos que estão seguindo esse meu legado. É a minha herança que deixo para eles, e as pessoas que chegam até nós se apaixonam pela nossa arte, e assim vamos montando este exército”, destacou.

PRODUÇÕES

Participando de festivais em diversas cidades, já entraram para a lista mais de 50 espetáculos performados por Rita e sua companhia artística. Dentre as produções, a artista não consegue destacar uma específica. “Uma mãe não pode dizer que gosta mais de um filho do que de outro, então, para cada época é uma importância, e para cada época nós estamos absorvendo um tema”.

NECESSIDADES E EXPECTATIVAS

Rita enfatiza que ainda existem falhas no ramo artístico, que valorizem e incentivem a prática teatral dentro e fora das coxias a nível nacional. “Eu acho que ainda faltam muitas coisas. Faltam leis, pessoas que representem no legislativo as questões culturais, então falta um olhar para estes casos, e uma política que atinja todas as áreas culturais”.

A peça 'Revolução das Mulheres' é uma produção de Felchak, e oferece, por meio da comédia, reflexões sobre o cotidiano das mulheres que lutam por igualdade (Ágata Neves)

A expectativa da artista é que, futuramente, o teatro seja visto com novos olhos e roupagem, incentivando tal expansão não apenas em Guarapuava, mas também no país todo. 

FORMAÇÃO

Compartilhando da mesma importância para a formação cultural das artes cênicas em Guarapuava, o diretor Jones Guerra traz o teatro como uma constante marca em sua vida. Envolvido com os palcos desde criança, ele se descreve como um “incentivador de artistas”, já que foi responsável pela criação do Festival Cênico Guarapuava Abre as Cortinas. 

“Eu gosto de incentivar as pessoas, trocar ideias com as pessoas que fazem teatro não comercialmente, mas para realização pessoal. Tem muita gente por aí que pensa assim, e essa é a verdadeira arte”, acredita.

No seu ponto de vista, para que esse tipo de arte continue existindo é necessário um movimento constante e de participação popular, além de políticas públicas de incentivo. “Em relação há alguns anos, está mais acessível ir aos locais de arte”, citando que a presença artística nas escolas públicas também vem melhorando com o passar do tempo.

Dessa forma, a criação do festival cênico e sua atuação na “terra do lobo bravo” funcionam, de certa maneira, como uma verdadeira formação de plateia. “Principalmente as crianças e adolescentes, incentivando a arte para todos os professores, estudantes e grupos em geral”.

Veja Também