Guarapuava, 26 de janeiro de 2020
Agricultura

Em entrevista ao CORREIO, o agricultor Geraldo Szendela, que tem 150 pés produzindo, fala sobre sua recente experiência com a cultura videira e a possibilidade de aumentar a área de plantio

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A propriedade de Geraldo Szendela (54 anos), que fica na Chapada do Jordão, em Guarapuava, tem como foco a produção leiteira. Mas, no último ano, o plantio de uvas tem se mostrado uma experiência interessante do ponto de vista financeiro.

Trabalhando pela primeira vez com a cultura videira, o agricultor conta que possui cerca de 200 pés em sua chácara, com mais de 150 já produtivos.

“Tem pé que vai dar uns 10 kg [de cachos]. Para dois anos de planta está muito boa a produção”, citando que isso é resultado de um constante cuidado.

Nesta safra, Geraldo investiu nas variedades Isabel e Bordô, principalmente, e Niágara e Poloski, em menor quantidade. No seu ponto de vista, as duas primeiras acabaram sendo as mais vantajosas.

“Vale a pena produzir para fazer vinho, para mercado não vale muito a pena, eu acho. A gente está analisando, é uma experiência que estamos fazendo”, citando a oscilação no preço do produto. “Produzir para vinho é mais viável”, acredita.

Já identificando esse nicho, o agricultor está pensando em focar nessas variedades mais “rendosas”, como ele diz, visando a vinicultura. E, para o próximo ano, a área de plantação deve aumentar, já que a sua primeira experiência foi bem-sucedida. “A gente já viu que vai funcionar”.

O produtor se soma a um grupo com mais de 40 pessoas que têm trabalhado com a cultura videira em Guarapuava (Foto: Douglas Kuspiosz/Correio)

TRABALHO

O produtor se soma a um grupo com mais de 40 pessoas que têm trabalhado com a cultura videira em Guarapuava, em um projeto que busca evidenciar a força da região.

Através de uma parceria entre o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e a Secretaria de Agricultura, os agricultores recebem toda a formação e a assistência técnica necessária para começar a trabalhar.

Isso ocorreu, principalmente, devido à identificação do potencial climático para a produção de uvas, além da demanda para consumo interno.

“O pessoal do Emater está dando uma assistência muito boa pra gente”, conta Geraldo, ressaltando que é preciso seguir as dicas técnicas e cuidar das plantas para garantir a produtividade.

Apesar do pouco tempo, o cultivo de uva na propriedade de Geraldo Szendela tem se mostrado promissor (Foto: Douglas Kuspiosz/Correio)

DESEMPENHO

Apesar do pouco tempo, o cultivo de uva na propriedade do agricultor tem se mostrado promissor. No ano passado, pela falta de chuvas, Geraldo não enfrentou problemas com pragas e doenças.

“A uva não gosta de chuva, e, como choveu pouco, ela carregou, deu doçura e não deu a doença”, dizendo que é melhor utilizar irrigação durante o tempo seco, do que o excesso de chuvas.

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