Cotidiano

É preciso deixar a cidade adequada e com qualidade de vida, diz secretário

Um planejamento deve levar em conta políticas públicas de ocupação do espaço. Como é o caso de Guarapuava, um município com quase 200 anos de história que enfrenta todos os dias o desafio de tornar o espaço mais acessível aos moradores
'Rua Centro de Bairro' foi implantado na Vila Bela (Foto: Cristiano Martinez/Correio)

As cidades não são apenas uma “selva de pedra” formada por casas, prédios, ruas e avenidas, fundamentalmente de concreto. Os agrupamentos urbanos são um organismo vivo com pessoas trabalhando, estudando, morando, enfim, vivendo. É a urbe na acepção plena do termo.

Por isso, um planejamento urbano deve levar em conta políticas públicas de ocupação do espaço. Como é o caso de Guarapuava, um município com quase 200 anos de história que enfrenta todos os dias o desafio de tornar a paisagem urbana mais acessível e possível a todos os moradores.

“Deixar a cidade adequada e com uma qualidade de vida muito boa para que a população possa se utilizar e se apropriar cada vez mais dela”, diz o secretário municipal de Habitação e Urbanismo, Flávio Alexandre, em relação às obras de intervenção feitas pela Prefeitura de Guarapuava nos últimos tempos.

Segundo ele, a administração Cesar Silvestri Filho tem feito muitos trabalhos urbanísticos em quase toda a cidade, como é o caso da recuperação do asfalto e da manutenção graças à aplicação do microrrevestimento - tecnologia inédita de pavimentação que começou a tomar forma no primeiro semestre deste ano.

Mas um dos grandes projetos da Prefeitura é o “Rua Centro de Bairro”, que vem se espalhando pelas regiões periféricas de Guarapuava. Por exemplo, no último final de semana o prefeito inaugurou a “Rua Centro de Bairro” no distrito da Palmeirinha.

Naquela localidade, a rua Felipe Karan foi totalmente revitalizada. Via mais larga com asfalto novo, calçadas acessíveis, iluminação em LED antivandalismo, bancos, sinalização e travessias elevadas ajudam a valorizar e impulsionar o comércio. “Já revitalizamos ruas comerciais de quatro bairros e agora aqui na Palmeirinha, com isso fomentamos os comércios que se desenvolveram fora do Centro da cidade. É uma das nossas ações para contribuir com a geração de mais empregos e renda no município”, frisou o prefeito, via assessoria.

O “Rua Centro de Bairro” está previsto no Plano Diretor Municipal de Guarapuava. “O projeto deixa as ruas muito mais acessíveis. As calçadas possuem acesso para cadeirantes e pessoas com dificuldade de mobilidade, além de piso tátil de alerta e direcionamento. Esse projeto é uma ação planejada que enriquece o urbanismo”, avaliou o secretário Flávio Alexandre, via assessoria, informando que, na Palmeirinha, o projeto é uma parceria entre a Prefeitura e o Ministério das Cidades.

Piso deteriorado do Calçadão da XV precisa de intervenção, diz secretário

REVITALIZAÇÃO

A revitalização de uma via da Palmeirinha entra em um contexto de dar nova cara à paisagem urbana de Guarapuava, incentivando a população a ocupar o espaço. Iniciativas assim se proliferam também por outros espaços. “O maior legado que estamos deixando é a atratividade que trouxe a revitalização recente das praças em Guarapuava”, afirma o secretário ao CORREIO, exemplificando com a praça da Ucrânia.

Ele também quer fazer a ligação das ruas dos bairros, em um projeto de readequação e revitalização com alargamento das vias e a construção de calçadas pensadas em acessibilidade. “Isso é uma marca que a gente quer deixar”.

CENTRO

Já na área central de Guarapuava, o secretário municipal diz que é possível a intervenção urbanística mesmo na parte histórica da cidade, como é o caso do Calçadão da XV de Novembro.

Aliás, nessa região o piso feito em petit-pavé (ou “calçada portuguesa”) está em estado de deterioração, sendo um risco para os pedestres e dificultando a sua manutenção. Flávio Alexandre defende a intervenção nessa área, com remodelação da parte inteira do anel central. “Mas precisa de recursos e parcerias”.